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Setembro amarelo: Tratando a depressão com tecnologia

O Brasil está cada vez mais conectado à internet. Conforme a pesquisa encomendada pela seguradora Bupa ao Instituto Ipsos e à London School of Economics, oito a cada dez pessoas procuram informações sobre sua saúde e o efeito dos remédios na internet, além de condições de outros usuários com doenças semelhantes. Essa tendência pode ser muito prejudicial quando o usuário tem por objetivo fazer uma automedicação, e é claro, ter de enfrentar os efeitos colaterais, podendo trazer consequências ainda maiores que uma simples dor de cabeça ou um embrulho no estômago.

Deprexis

Em contraponto, a preocupação dos usuários com sua própria saúde e a necessidade de ter tudo isso na palma da mão, vem motivando algumas empresas a desenvolver aplicativos e ferramentas para tal acompanhamento. Por exemplo, a Gaia AG, uma empresa alemã que desenvolve a “terapia digital” e que teve seu produto “Deprexis” recentemente liberado pela ANVISA, produziu uma ferramenta médica online, onde o paciente participa de uma terapia cognitiva comportamental, com diálogos individuais por noventa dias.

O “Deprexis” tem como objetivo auxiliar no tratamento contra a depressão, que é atualmente a principal causa de incapacidade em todo o mundo de acordo com a OMS e afeta 4,4% da população mundial. O Brasil é o país com a maior taxa da doença na América Latina e o segundo maior das Américas. São 11,5 milhões de pessoas que sofrem com o problema.

Depressão e suicídio

A depressão pode ser longa e passar sem deixar marcas, mas pode ser recorrente ou com episódios espaçados. A forma mais grave é a persistente, na qual o paciente permanece com resíduos psíquicos, mesmo com a melhora parcial e uso de medicação.

Segundo o Dr Renato Gama, as depressões graves podem estar acompanhadas de alguns sintomas psicóticos, como ouvir vozes, ver pessoas que não existem, sentimento de perseguição e também de que as pessoas conseguem ler seus pensamentos.

“A manifestação mais dramática da depressão é a necessidade de fugir desse sofrimento, sendo que em muitas vezes, a única alternativa que vem à mente da pessoa é o suicídio”, disse o especialista. Às vezes, como pensamento passageiro e outras como ideia fixa, a pessoa começa a fazer planos de como vai executá-lo e dá sinais da eminência na compra de alguns materiais como veneno, corda ou arma de fogo.

Dr Renato Gama diz que esses são sinais de alerta muito importantes e que devem ser observados pela família.

A depressão pode ser prevenida com o cultivo de hábitos e pensamentos saudáveis, além do convívio positivo no aspecto social e emocional. Na maioria dos casos, é possível tratar a depressão de forma eficaz, melhorando a qualidade de vida do indivíduo e prevenindo os desfechos mais drásticos, como o pior deles: o suicídio, conclui.

Caso você esteja deprimido ou sente que precisa de ajuda, ligue 188 ou acesse o site da CVV.

Fontes: Notícia Urbana, CVV, G1, O dia, Deprexis